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sábado, 12 de janeiro de 2013

CÉSAR DEVE MORRER - cinema

César Deve MorrerEntrei no cinema para uma sessão especial sem saber muito bem do que se tratava e adorei a surpresa - em se tratando da Vinny Filmes é sempre positivo pq distribui filmes europeus - texto Júlio César (Shakespeare) adaptado para um grupo de presidiários (Rebibbia-Roma - Itália), dirigido pelos irmãos Taviani - urso de ouro do Festival de Berlim 2012. 
Interessante montagem realizada numa penitenciária com presos de várias regiões da Itália - o diretor resolve usar o dialeto de cada um - e assim fica uma miscelânea de línguas, com textos sendo recitados em vários lugares e momentos até a encenação final no palco do teatro com um público externo...
Os conflitos dos personagens começam a povoar a cabeça dos atores que ensaiam com os colegas de cela e se envolvem tanto com a montagem como atores profissionais, em certa ocasião Cesar briga com Brutus (atores e não personagens)...
Excelente para a classe teatral - uma outra visão do texto que já foi montado inúmeras vezes.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

AS PONTES DE MADISON-TEATRO

AS PONTES DE MADISON.
Marcos Caruso e Jussara Freire nos fazem sonhar com a possibilidade de que algo maravilhoso pode acontecer em nossas vidas maduras: ter um grande romance- un coup de foudre- eles interpretam Robert e Francesca em 'As Pontes de Madison' magnifica interpretação do casal- que faz parte da minha vida no teatro, e Caruso, no programa da peça, me coloca entre as atrizes que influenciaram sua vida...
O texto extraído de um romance de Robert James Walles, que ficou famoso ao ser filmado por Clint Eastwood com Merryl Streep, nos revela 2 pessoas de mundos diferentes, que se conhecem por acaso, e na sua solidão conversam um bocado e assim se percebem envolvidos num sentimento único que, como diz Robert: as pessoas passam um vida inteira à procura...
Montagem excelente com delicadeza, sem cair no vulgar, mesmo nas cenas na cama, que nos permite rever este casal juntos, eles tem uma química especial em cena.
Jussara está a perfeita napoletana que logo se apaixona e depois fala sem parar ou pensar= dá o tom correto...
Caruso, com seu tipo esguio, é o próprio fotógrafo interessado nas coisas desapercebidas dos passantes: que passam todos os dias nos mesmos lugares... uma ponte, uma árvore, uma flor...
E Luciene Adami e Paulo Coronato são os filhos que descobrem o diário deixado pela mãe contando essa passagem da vida que ninguém conhecia...
A platéia, lotada, estava atenta (apesar de risos inoportunos) e chorou no final... isso acontece quando os atores atingem o objetivo de envolver o público-essa empatia acontece logo no início.
Cenário bem resolvido com ambientes diferentes e figurino simples.
A música original de Mário Manga transcende tudo, maravilhosa!!!