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sábado, 26 de março de 2011

DEVASSA- teatro

Teatro para quem gosta de teatro= verborrágico - puro deleite de textos proferidos por personagens que se cruzam num confronto porque amam a mesma mulher... e partiu de uma adaptação da Caixa de Pandora...
Devassa é uma mulher que teve 4 maridos, mortos de uma forma estranha, até que ela se depara com a morte... e acaba dissecada e analisada por médicos...onio
Comprovado, dito e aprovado por alguns, que o ato de fazer teatro é muito mais prazeroso, antes de tudo, para o ator que está em cena.
Eu admiro o trabalho dos atores, montado pela Cia dos Atores que faz um excelente trabalho, mas considero um texto de difícil aceitação para púbico em geral- na estréia alguns espectadores saíram e outro roncava - atrapalhou o entendimento do texto (melhor ficar em casa- ou alguém do teatro pedir para que se retirasse_)- Antonio Fagundes escreveu um texto - e fez a montagem - sobre a interferência da platéia: Sete Minutos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO - cinema

O título do livro - bem mais interessante - adaptado para o cinema como BRUNA surfistinha, nos dá uma impressão melhor do que acontece na vida de uma prostituta que abandona a família para viver sua independência. E entre altos e baixos o doce veneno do escorpião vai tomando conta...
Embora o filme seja um tanto glamouroso, em certos momentos, que pode ser perigoso, reserva momentos de deleite e prazer sem cair na vulgaridade graças ao trabalho da atriz Deborah Secco. Em especial ainda na casa dos pais adotivos, com um jeito meio desleixada e na mudança física com cabelos mais escuros (apesar de envelhecer- não parece ter 18 anos) mas que a transforma mesmo em outra pessoa - não aquela que vemos na tv. Afirma que as cenas com drogas foram mais difíceis...
Aliás, num recente comercial de shampoo com Gisele Bündchen tem uma cena igual do filme (que é anterior)...
As cenas iniciais causam repulsa na platéia, mas aos poucos o prazer e a continuidade tornam mais natural o ofício mais antigo do mundo e este pode ser o perigo...
Entre vários atores, muitos fazem uma aparição rápida, Cássio Gabus Mendes cativa e permanece.
Imagem Filmes na produção e distribuição do filme.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O ESPÍRITO DA COISA-Teatro

Rosaly Papadopol-premiada pela APCA (associação paulista dos críticos de arte) como melhor atriz interpreta HILDA HILST em O Espírito da Coisa = com textos adaptados da própria escritora, pesquisados pela Rosaly, com valiosas colaborações, e colocados numa ordem não cronológica-escritos pelo autor Gaspar Guimarães- volta em cartaz no Teatro Bella-sábado e domingo-até 28 de fevereiro.
Eu assisti num dia de muita chuva e pouco público, mas o talento de uma atriz não se mede pelo tamanho da platéia e ela estava magnífica - se transformando de uma velha (expressão corporal e facial-com lábios enrugados) ao iniciar, uma criança, até uma mulher fogosa e cheia de vitalidade em meio aos textos por vezes insandecidos...
Merecido o prêmio, não só pela atriz, sobretudo por seu trabalho de pesquisa (desde 1998) e construção de um espetáculo que te prende até o final (por ser monólogo-difícil).
A estréia oficial, ano passado, marcou uma série de eventos em homenagem a Hilda Hilst com exposições, palestras, filmes, etc, uma homenagem póstuma que, como está incluido no texto, veio tardiamente.
A direção de Ruy Cortez tem soluções criativas para não se tornar monótono um monólogo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

LULA-o filho do Brasil-cinema

O livro de Denise Paraná, que inspirou Fábio Barreto a fazer este filme, é todo dedicado à mãe do Lula. Ela é o personagem central do filme e o mesmo deveria se chamar A MÃE DO LULA.
Explicando, Fábio Barreto diz: que não teve nenhuma pretensão em falar do presidente ou da sua trajetória política, gostou do que leu e assim dirigiu... e acaba quando a mãe morre...
No elenco a atriz Glória Pires(mãe) que por si só vale assistir, uma interpretação que sobressai e emociona desde o início, e nos momentos finais nos faz chorar pq lembramos de nossas próprias mães... e perdas... a foto ao lado nos mostra a numerosa família que a mãe com coragem trouxe para SP e criou práticamente sózinha...
No papel de Lula o ator Rui Ricardo Diaz (escolhido num último momento qdo seria apenas um figurante), com altos e baixos- nos discursos imita a maneira de falar e em outras cenas não-... em outros momentos parece um galã- de uma certa forma totalmente glamurizado pelo cinema, mostrando um lado dele e tb enquanto líder sindical muito 'bonzinho'... eu fiquei me perguntando mas será que foi ou é assim mesmo???
Para o público em geral fica a curiosidade mas tb uma alta rejeição mesmo desconhecendo seu conteúdo: 'eu nem quero saber', 'não vou assistir', 'nem pensar'-alguns comentários.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS-cinema

Filme anunciado para 23out, vai estrear no encerramento do Festival do Rio dia 07out -sem a presença anunciada de Tarantino-tb em circuito nacional. E poderia se chamar 'Revenge/Vingança".
Talvez um dos melhores filmes do diretor, no meu ponto de vista, quase superou Pulp Fiction na primeira semana em cartaz na Europa e EUA.
Eu assisti como um filme comum, sem estrelismos ou fanatismos pelos atores ou diretores... é o meu jeito em qqer situação: ter poucas informações e procurar ser imparcial tipo: como um desconhecido completo -vou gostar? e agora digo que gostei mesmo! apesar do tempo -02h30...
e já sei que os filmes de Tarantino são violentos, e atingem extremos que muitos gostariam de colocar em prática, mas neste, embora tenha alguns momentos chocantes, está longe,mais light-apesar dos escalpos- dos outros filmes dele...
Mas, atenção, é só mais um filme! o roteiro segue capitulos e quebra essa adrenalina de vez em quando, passando para outro assunto, outra situação, mas no final todos se encaixam.
Adorei o fato de usarem várias línguas que falo como alemão e francês na maior parte do tempo e me deliciei com algumas palavras mal traduzidas, como é usual... entendi como uma brincadeira em várias línguas: qdo um oficial alemão pede licença para um francês conversar em inglês ou qdo o mesmo desanda a falar italiano deixando outros personagens perplexos...
Enfim, segunda guerra mundial, oficiais alemães em todos lugares, e americanos se aliando a judeus para matar vários alemães e sabotar uma sessão de cinema da Gestapo.
Brad Pitt é o chefe-americano com sotaque horrível- mas até muito engraçado tentando falar italiano, e espirituoso em ação marcando os alemães. Impressionante como ele, amadurecendo, se parece sempre mais com Robert Redford.
Todo elenco com atuações excelentes-tipos que marcam- como um judeu com taco de beisebol...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DIVÃ

Texto de teatro adaptado para o cinema.
Cinema nacional está em alta, muitos filmes fazendo sucesso e até recorde em bilheterias... este veio para aumentar a lista das melhores comédias... eu gostei de tudo... mesmo nos momentos de baixa como doença, separação, isso perde um pouco o ritmo, mas é normal, porque depois de muitos momentos engraçados sempre quebra na tristeza.
Lilian Cabral está ótima(timming perfeito-pausa entre frases, respiração correta), bonita, e é muito simpática-houve uma coletiva logo após a projeção do filme- fala sobre tudo com naturalidade e disse que até poderia fazer teatro com o público presente... ela passou por outra coletiva no nordeste onde tinha 3 jornalistas... aliás, preciso elogiar a Cinnamon pela organização aqui em SP, tudo certo, excelente material e abertura para sugestões. Está melhorando o nível das assessorias de imprensa...
O texto é adaptação de um romance da gaúcha Martha Medeiros, e o roteiro foi adaptado por Marcelo Saback(ator, diretor, autor), a peça Divã foi assistida por mais de 175mil pessoas em vários espetáculos no Brasil.
No Teatro foi protagonizada pela Lilian Cabral-detalhe importante-, e a atriz Alexandra Richter e o ator Marcelo Paglia fizeram os outros personagens.
O assunto: uma mulher quarentona que entra em conflito consigo mesma e resolve procurar um psicanalista, acha que nem precisa e vai falando...falando...
As cenas são intercaladas com as atribulações da vida no dia a dia: marido e filhos, desejos, amigos, e logo se aventura num caso maluco... se separa... perdas...
Ela está segura-uma atriz de teatro, madura em todos sentidos, sem estrelismos- maquiagem correta, sem exageros, o figurino- muito sério, mesmo depois das aventuras-, a amiga-muito bem tb- mas aparece muito maquiada e quase sempre com o mesmo brinco-imenso(problemas de continuidade).
José Mayer, o marido, coroa bonitão, charmoso, e muito acessível.
Gianechini e Cauã fazem 2 jovens cheios de adrenalina e testosterona... gente, que é aquilo!!! Lindos, sorridentes, sensuais...dá até vontade... testosterona pura...
Comentários pessoais à parte, 'viva o teatro' que nos traz excelentes atores, diretores e autores!!!