Mostrando postagens com marcador figurino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador figurino. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de abril de 2013

AMOROSA SOLEDAD - cinema

Soledad (Inês Efron)- uma garota que se preocupa em demasia com sua saúde aparece na primeira cena abatida e choramingando... fim de relacionamento - decidida a ficar só por alguns anos ela conhece um rapaz com o mesmo nome do antigo namorado - Nicolás...
Atriz magérrima com olhos grandes que interpreta um personagem atravessando crise - seu figurino traz elementos de tricô que lembram roupas da Vanessa Montoro - que compõe um certo charme...
Ricardo Darin faz uma rápída participação neste exemplar do cinema argentino de 2008, que estréia neste mês de abril no Brasil.
Direção Martin Carranza e Victoria Galardi;

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

HAMLET - teatro


A temporada paulista de Hamlet se encerrou ontem no Tuca e entra em cartaz no Rio após o carnaval.
Eu assisti o último espetáculo em SP por conta de uma curiosidade que me move e achei o convite de um amigo do R7 irrecusável, tipo última chance! E escrevo comentário porque afinal internet é universal...
Thiago Lacerda vive o atormentado Hamlet e arrebata a platéia, mas numa análise mais profunda lhe falta um pouco de preparo vocal para tons mais baixos (dicção), no meio da platéia não se entendia tudo que dizia (mesmo com microfones no teto)... ele tem preparo físico - fica quase todos os 150 minutos em cena - é um tour de force... as atuações em geral são irregulares, como disse um amigo de teatro, cada ator estava num tom diferente... e só num momento existiu conectividade: encontro entre mãe e filho...
Participações especiais como a de Selma Egrei e Antonio Petrin (mãe e pai de Hamlet) são o ponto alto do espetáculo que conta com várias participações e alguns momentos se torna cômico (desnecessário)...A montagem foi dirigida por Ron Daniels e traz uma releitura do texto de Shakespeare - contemporâneo e existencialista.
O figurino é confuso - cada personagem com estilo diferente...
O cenário é apenas o palco, com panos que se descortinam, conforme a ocasião, e móveis como cama e cadeiras - nada mais...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

13 ASSASSINOS - cinema

13 Assassinos poster nacional 25Mai2012Assistir filmes sem nada saber a respeito pode trazer surpresas, nem sempre agradáveis, mas, no contexto geral. valeu a pena.
13 assassinos é um filme sobre samurais (remake do filme de Elichi Kudo - 1963) extremamente cruel com cabeças rolando (literalmente) e no final os 13 samurais lutam contra 200 homens- surge então a criatividade em tempos de espadas como fogo e estacas... para quem gosta do estilo é um prato cheio, muito bem filmado com cuidados especiais no figurino e fotografia (tudo muito cinza como gostam os japoneses). A primeira parte é um tanto cansativa - explica toda a história de Sir Doi, imperador psicopata que tem prazer em mutilar e matar - e se passa em meados de 1800 (período igual do filme O último Samurai).
O diretor Takashi Mike é conhecido por filmes baseados em histórias de quadrinhos com todos os exageros imagináveis, e se esperava muito disto, mas ele surpreendeu pq não mostra o ato como de costume - a cabeça aparece cortada e no harakiri vemos apenas a expressão do ator... aliás, excelentes atuações!!!
Filmado em 2010 chega ao Brasil pela Vinny Filmes que está resgatando algumas preciosidades que passaram desapercebidas por outros.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

IGUAL A VOCÊ- teatro

Cariocas invadem palcos paulistas para deleite dos paulistanos que adoram comédias de costumes como IGUAL A VOCÊ. 3 caras conhecidas que atraem público mesmo após uma imensa chuva. Uma pena que outras cidades não tenham esse privilégio - parece que os atores nem se interessam por trabalhos fora do eixo Rio-SP... no domingo, a pressa dos atores em não perder a ponte aérea para o Rio, os faz correr com o espetáculo ficando a desejar em alguns 'fechamentos' de cena: como no caso de uma apresentadora de tv que tem ataque de pânico e sai correndo de cena por conta de uma incontrolável vontade de fazer xixi... caros, que tal fazer o espetáculo às 18hrs (no domingo) - é usual em SP - e 'finito' o horário de verão não fica parecendo sessão da tarde = eu prefiro estes horários mais cedo, uma pena que não se faça mais sessões as 17hrs com chá da tarde como muitos que participei ainda no antigo Hilton, no centro de SP... quem se lembra?
O texto apresenta momentos extremos de pessoas comuns - iguais a você
Em cena atores experientes de tv que nos permitem assisti-los ao vivo, o que difere de qualquer outro veículo, e dá a exata noção do talento de cada um: CAMILA MORGADO encarna várias mulheres com suas neuroses - desde uma garotinha levada até uma senhora hipocondríaca - e se pode constatar sua versatilidade que está bem distante de heroínas que representou no cinema
e na tv. BIA NUNES encorpora outras mulheres hilárias como uma cantora de ópera neurótica com correntes de ar que podem prejudicar sua voz e nos faz lembrar de divas como Maria
Callas... e ANDERSON MULLER - o homem em contraponto com as mulheres e suas dúvidas.
Direção de Ernesto Piccolo que resolve as diferentes cenas com entradas e saídas dos atores, sem ficar vazios, os figurinos de Lessa Lacerda chamam a atenção (sobretudo os de Camila Morgado- fashion!)e no cenário de Lívia Cohen apenas móveis sem identificação que são transformados em cadeiras, camas, etc.
No teatro RAUL CORTEZ (Fecomércio- lindo, cheio de fotos dos espetáculos dele), sexta, sábado e domingo.

domingo, 8 de novembro de 2009

A LOBA DE RAY-BAN-teatro

Teatro Shopping Frei Caneca
Texto de Renato Borghi, escrito originalmente para Dina Sfat, foi encenado por um lobo -Raul Cortez- no final dos anos 80, e mais de 20 anos depois é encenado por uma loba -Christiane Torloni-na adaptação para uma versão feminina- ela se entrega ao personagem de forma até exagerada-salvo momentos em que está ensaiando uma tragédia grega-, um bom preparo físico e um fôlego de espantar-ela começa antes do início do espetáculo andando no fundo do palco- e entra aquecida, sem ter aquele tempo de apresentação normal do personagem com baixos e altos... mas se torna forte e gigante em cena-valorizada pelo figurino.
Leonardo Franco volta com o mesmo personagem e Maria Maya (filha de Wolf Maya) é o contraponto que aparece para formar o triangulo amoroso e mostra que é bem melhor no teatro.
Renato Dobal faz uma participação e chama a atenção da platéia provocando risos...
Figurinos de Fabio Namatame modernos e funcionais e o cenário de Jean Pierre Tortill suntuoso que mais parece uma instalação (exposição).
Direção de José Possi Neto.
Com esta parte da ficha técnica(que chama a atenção) e elenco afiado é o que bastaria para um sucesso... apenas um detalhe incomoda, o mais importante -texto- um discurso sobre preferências sexuais, paixões e relacionamentos homossexuais causaram algum impacto há 20 anos... e embora não discuta apenas assuntos relacionados, muitos anos se passaram e o mundo GLS mudou bastante-nem existia parada gay ou shopping gay caneca.
E, na platéia, uma inquietação- não pelo tema- pelo tempo de duração do espetáculo-muito longo e repetitivo.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A ONDA - cinema

DIE WELLE-Alemanha-2008
Em primeiro lugar: li em alguns blogs, e afins da área cultural, que este é um filme americano... que deslize!!! é alemão-totalmente falado em alemão com atores alemães... devem ter copiado de algum site americano e não prestaram atenção... prática usual!!!
Na verdade é baseado num livro americano que tem como base o ensaio The Third Wave de Ron Jones, sobre uma experiencia real na California-EUA.
Um professor resolve explicar na prática o que é 'autocracia' criando um movimento que começou com o uso das camisas brancas- (por conta de tédio pelo assunto pois preferia anarquia), e isso gerou uma euforia e jovens de outros cursos aderiram.
'Quem não usar camisa branca é discriminado e ignorado'.
A coisa toda toma um volume incontrolável e a diretoria resolve intervir... mas dá ao professor uma última chance... é surpreendente o rumo que toma... até o fim tem surpresas.
Excelentes interpretações e um figurino bem resolvido-quase todos de camisa branca com variações nos modelitos.
Bem interessante, podendo ser tema em sala de aula, explica como começou o nazi fascismo ou outros movimentos que imobilizaram muitas pessoas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

AVENIDA Q - Teatro

Avenida Q entra em cartaz em SP esta semana depois de muito sucesso na temporada carioca.
Atores cantores em cena impressionam- como o Brasil tem talentos!!!
Destaque especial para Claudia Netto(japaneuza) e Mauricio Xavier(Gary Coleman), mas todos são muito bons.
O espetáculo, original dos EUA, poderia ser para ao público infanto juvenil- pelos bonecos manipulados pelos atores- mas ficou uma brincadeira para adultos, um tipo de espetáculo que agrada o público carioca: besteirol.
É um musical divertido que até dispensaria o uso de bonecos, atores tem talento suficiente para segurar o espetáculo... fica uma poluição visual. Encontrei um amigo que disse: não sei se olho para o ator ou o boneco.
E foi a opinião de várias pessoas, embora nem todos falem o que pensam...
O texto fala de moradores de um prédio na Avenida Q, e conta pequenas situações de cada personagem... um tanto racista misturando negro, judeu, japonesa entre outros= para nós muito natural: miscinigenação é o nosso lema.
Muitos palavrôes e assuntos sobre sexo-dispensáveis- deixaram senhoras, sentadas perto de mim, escandalizadas e algumas até saíram... bom, eu tambem sou uma senhora...
diverte, mas cansa... depois de 1hr e tanto tem intervalo e mais 50minutos...
É preciso que os espectadores saibam do que se trata e vale lembrar que os paulistas tem um gosto diferente dos cariocas.
O cenário é a fachada do prédio com várias portas para entrada e saída dos atores.
Os figurinos são irregulares: alguns usam cores iguais(fazem vários personagens) e outros roupas bem coloridas.
Esta é minha opinião (alguns colegas da classe teatral tb), e musical não é meu genero favorito-até prefiro óperas, e no teatro com 'texto falado'...
Os brasileiros valorizam demais esses musicais americanos- tanto talento musical no nosso país.
E 'vive la liberté' de falar e escrever o que penso e sinto!!!