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sábado, 4 de maio de 2013

IDIOMAS - variedades

Ao nascer, numa pequena vila no sul do Paraná, todos falavam alemão ao meu redor, assim cresci ouvindo e falando alemão, até os 6 anos de idade, quando fui para escola e ainda pouco entendia do português... muitos anos depois fiz o curso básico no Goethe Institut, em SP, na rua Lisboa - hoje ao encontrar grupos de turistas alemães me sinto em casa - reencontro - e eles se sentem confortáveis comigo...
Estudei francês no ginásio e me encantei por esta língua musical, alguns anos depois conheci a Aliança Francesa em Curitiba e comecei a estudar, concluindo em SP - na rua lisboa tb...morava perto...
Em tempos de Teatro Guaíra trabalhei com um diretor de teatro uruguaio (Júver Salcedo) e aprendi espanhol, ao chegar em Montevideo, para apresentação do espetáculo, estava 'hablando'...
Aos 28 anos conheci um italiano, apelidado de Conde por Bibi Ferreira  (em tempos de Piaf), charmoso pq fumava cachimbo e tb era romântico - me apaixonei - em 7 anos de convivência aprendi italiano, sem ir à escola alguma...
Inglês??? tantos filmes, livros e músicas me fizeram ser auto didata pela necessidade de falar em eventos...
A prática é importante, em cada trabalho me aprimoro...
Ao atingir a maturidade, com todo esse conhecimento, estou apta a lecionar... estou dando aulas de conversação (nessas línguas) para pessoas que tem viagem marcada ou querem relembrar... ou aula de português para estrangeiros que aqui desembarcam... mas também continuo acompanhando estrangeiros em compras e passeios - praticando...
A escola da vida é a melhor pós graduação possível!
  

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

FALANDO GREGO-cinema

MY LIFE IN RUINS-Minha vida em ruínas.
Uma guia de turismo- professora de história- quer contar toda a história da Grécia para os turistas e eles estão mais interessados em fazer compras ou ir à praia...isso é bem comum.
Eu trabalhei em turismo: transfer de estrangeiros Cumbica-SP/Porto de Santos-navios da Costa Cruzeiros- ou caminhar no centro de SP com um grupo grande de turistas.
Conhecendo bem o assunto constato neste filme que os turistas são tratados da mesma forma: todos chegando no mesmo horário e colocados em onibus velhos, sem ar condicionado, hotéis decadentes e misturam várias linguas estranhas ( polones, esloveno, russo, japones), eles transportam sua própria bagagem, etc; confesso que sempre fico com pena! e sempre tive uma relação com estrangeiros muito boa- em qualquer língua.
Mas é uma insatisfação geral dos turistas e quem recebe todo tipo de reclamação é o guia!!! ainda nem recebi o ultimo transfer da Costa(1ano e meio)=a empresa alega reclamações!!!
Enfim, é uma exploração!!! e não basta ser guia é preciso ser artista-entreter- talvez dançar-(desisti e passei a fazer tours privativos-alguns em carro blindado-com diretores de multinacionais).
Mas o problema continua... em qualquer lugar deste vasto mundo como neste filme...e tudo isso fica claro, logo no começo, depois as pessoas se entendem... tem algumas situações engraçadas por conta de Richard Dreyfuss-uma participação bem vinda- um viúvo fazendo a viagem sonhada, logo se entusiasma tanto que passa mal no dia seguinte-efeito pós pilula azul!
Nia Vardalos faz uma continuação do Casamento Grego, só está mais magra-demais até!
E o filme corre bem até ficar cansativo um pouco antes do final... talvez porque Dreyfuss sai de cena!

terça-feira, 12 de maio de 2009

BUDAPESTE-cinema

Adaptação do livro de Chico Buarque com várias cenas criadas no momento da filmagem... outras até mesmo improvisadas, como a primeira cena em que os atores principais se conhecem numa livraria assim como os personagens, foi programado na realidade desta maneira para ser mais verdadeiro.Uma produção Brasil, Hungria e Portugal, tendo o Telecine como co-produtor.A comunicação entre húngaros e brasileiros foi ótima, se entenderam bem (em outras filmagens de língua inglesa não existe tanta interação). E esse contato entre pessoas de língua meso-oriental com indo-européia e suas diferentes sonoridades, torna tudo mais atraente, e um questionamento sobre como é mais fácil escrever poesia em húngaro... o que gera um conflito linguístico.
Estive na coletiva com os atores principais= Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e Gabriela Hámori, a roteirista Rita Buzzar e o diretor Walter Carvalho.Rita Buzzar nos conta que adquiriu os direitos e convidou o diretor, conversou muito com Chico para compor o roteiro, mas usou sua imaginação...
No filme não temos uma época definida, nem mesmo segue cronológicamente o livro... quando começa e José Costa(Leonardo Medeiros) está em Budapeste, não tem referência porque ele está ali e se é tudo real ou se são só sonhos que povoam a mente de um poeta...no livro ele está num avião, voltando de um congresso de ghostwritter, e este faz um pouso forçado por causa de uma ameça de bomba...Acho que é um pouco isso que atrapalha o filme, fica muito confuso, essa foi a opinião de outros jornalistas também...embora alguns gostem, talvez por causa da intelectualidade...
Vai criar uma polêmica no meio de cinéfilos e escritores, mas sempre existe aquela desculpa de que todo autor tem licença poética... e diretor de cinema também...